Recepção 14 de julho de 2016

JPEGSenhoras e senhores ministros e parlamentares,

Caros colegas,

Senhoras e Senhores,

Caros amigos,

Minha esposa e eu estamos especialmente felizes em recebê-los na Residência da França hoje, pois este é o primeiro 14 de julho que celebramos em Brasília, uma cidade pela qual temos muito carinho, já que foi justamente aqui, há quase 27 anos, que os nossos caminhos na vida diplomática se encontraram.

Em 27 anos, o Brasil mudou muito, a França mudou muito, (talvez até mesmo eu e a minha esposa tenhamos mudado um pouco...), mas se há algo que não mudou, é a amizade entre o Brasil e a França; uma amizade que se insere em uma história em comum de longa data, como mostram a Ilha de Villegagnon no Rio de Janeiro e São Luís do Maranhão. Nós teremos então o prazer de presentear-lhes esta noite com um documentário inédito sobre a influência francesa em Belém.

Para ilustrar ainda melhor essa relação especial, temos também, neste ano, a comemoração do bicentenário da missão francesa que, fruto da iniciativa de Dom João VI (sexto), deu origem às primeiras instituições culturais brasileiras.

Embora a nossa relação seja repleta de história, ela nunca esteve tão voltada para o futuro. Ela se insere agora em uma parceria estratégica, cujas últimas realizações foram a entrada, na marinha brasileira, do TCD “Siroco” – que agora é chamado de “Bahia” -; o lançamento, em breve, de um satélite de telecomunicação; e uma cooperação exemplar não só na área da saúde, como também para garantir o sucesso da COP 21 e a preservação do nosso planeta.

Esperamos também que dentro de alguns meses nós possamos realizar a abertura da ponte sobre o rio Oiapoque e facilitar os intercâmbios entre a Guiana Francesa e o Amapá.

Senhoras e Senhores,

Gostaria de agradecer às autoridades brasileiras e ao povo brasileiro pela onda de solidariedade que vimos no Brasil - de Porto Alegre a Belém do Pará - após os atentados covardes que ensanguentaram Paris. Aqui mesmo, em Brasília, os principais prédios públicos exibiram as cores da França, e até mesmo a escola de samba Vai Vai lhe prestou homenagem durante o carnaval de São Paulo.

Apesar desse momento difícil, nossa República se considera mais forte e mais unida do que nunca. Ela sabe que é mantendo vivos os seus valores de liberdade, igualdade e fraternidade que ela poderá vencer as ideologias baseadas no ódio.

A França se orgulha de ser um país aberto ao mundo. Ela se orgulha da diversidade das origens dos seus filhos, que a honram em todos os segmentos da sociedade francesa. Eu queria, aliás, parabenizar os jogadores da nossa equipe nacional de futebol pelo percurso exemplar que realizaram na Eurocopa 2016

A França também tem orgulho de pertencer à União Europeia que, não tenhamos dúvida, sairá ainda mais forte desses últimos desafios.

Na União Europeia, a França se orgulha de ser um país na vanguarda do saber e da criação. Aliás, este é um dos temas que escolhemos neste ano para a celebração da nossa festa nacional, com a criação da campanha “Creative France”, da qual veremos em breve um exemplo nos telões.

Eu gostaria de dizer novamente que as empresas brasileiras são bem-vindas na França para investir, abastecer-se ou exportar, como são bem-vindas no Brasil as 850 empresas francesas que escolheram implantar-se neste país e continuam a investir e criar empregos.

Dentro de algumas semanas, os olhares do mundo inteiro estarão voltados para o Rio de Janeiro, onde acontecerão os primeiros jogos olímpicos da América do Sul. Nosso presidente da República, François Hollande, bem como vários chefes de Estado e de governo do mundo todo, estará presente para celebrar esse evento histórico que Paris também sonha sediar em 2024

Desejo que essa grande festa do esporte seja uma ocasião que nos faça esquecer as dificuldades do momento, e que ela transmita a imagem do Brasil que nós amamos, um país jovem e dinâmico, aberto ao mundo e voltado para o futuro.

Obrigado a todos

publié le 03/08/2016

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