Nova missão conjunta de pesquisadores do Instituto Pasteur, da Fiocruz e da Universidade de São Paulo na luta contra a epidemia de Zika no Brasil

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As equipes do Instituto Pasteur estão mobilizadas desde novembro de 2015 no Brasil no âmbito do acordo tripartido Fiocruz/Universidade de São Paulo (USP)/Instituto Pasteur1. Elas participam da Rede Zika-USP2 e apoiam o plano de ações de emergência da Fiocruz. Essa parceria visa a uma melhor compreensão da infecção pelo vírus Zika, sua epidemiologia e seus efeitos na saúde.

Uma missão científica de alto nível foi realizada de 22 a 25 de fevereiro de 2016 no Rio de Janeiro e em São Paulo com os pesquisadores da Fiocruz e da USP. Essa missão fez o planejamento da validação de testes diagnósticos inovadores, do desenvolvimento de vacinas e de estudos epidemiológicos e clínicos que possam explicar a epidemia de microcefalia no país. A relação entre a infecção pelo Zika e as síndromes neurológicas observadas estará no centro de estudos conjuntos sobre os efeitos do Zika no homem e especialmente nas gestantes.

À semelhança do modelo de força-tarefa desenvolvido para o Ebola pelos pesquisadores do Instituto Pasteur em 2015, e em perfeita coordenação com o plano de emergência previamente definido pela Fiocruz, uma delegação3 composta de especialistas do Instituto Pasteur de Paris, bem como de cientistas da Fiocruz e da Universidade de São Paulo4, estabeleceu um calendário preciso com vista a uma colaboração multidisciplinar na área da pesquisa sobre o vírus Zika.

Essa missão foi precedida por duas outras visitas de pesquisadores da Rede internacional de Institutos Pasteur ao Brasil. Os cientistas do Instituto Pasteur de Dakar vieram em dezembro de 2015 e janeiro de 2016 à Universidade de São Paulo para aplicar técnicas de isolamento e cultura do vírus Zika. A visita do Instituto Pasteur da Guiana Francesa em janeiro de 2016 possibilitou o estudo da diversidade genética dos vírus emergentes e de projetos conjuntos sobre a vacinação, especialmente contra o vírus Zika.

Essa terceira missão permitiu, além da validação dos testes diagnósticos específicos para o Zika através de coortes estabelecidos em vários locais, que a força-tarefa Fiocruz/USP/Instituto Pasteur unisse forças para o compartilhamento e a padronização de protocolos e de coortes de gestantes de diversas regiões (pour ne pas répéter “estabelecidos em diversos locais”). Trata-se de compreender melhor a correlação entre o crescimento da epidemia de Zika e o aumento do número de casos de microcefalia no Brasil. A implementação de modelos experimentais adequados será fundamental para o conhecimento do processo infeccioso e das patologias envolvidas. A identificação de fatores de virulência e de moléculas para as vacinas está sendo discutida com os três parceiros (Fiocruz/USP/Pasteur) e inclui os pesquisadores do Instituto Butantan.

Uma missão de acompanhamento dessa mobilização conjunta Fiocruz/USP/Instituto Pasteur prevê uma segunda visita ao Brasil de uma equipe da Célula de Intervenção Biológica de Urgência (CIBU) do Instituto Pasteur (Paris) nas próximas semanas.

Participam desses esforços o Ministério da Saúde brasileiro, a FAPESP, a FAPERJ, a ANVISA, o MAEDI e as agências de financiamento de pesquisa, que possibilitaram que uma resposta rápida fosse trabalhada quando da chegada do vírus ao Brasil.

Contatos

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publié le 03/03/2016

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