Maguy Marin

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Maguy Marin, BiT@HervéDeroo

APRESENTAÇÃO DO ESPETACULO « BIT » (2014)

Com BiT, Maguy Marin chega à sua 49a criação. No centro dessa carga brutal contra a barbárie ordinária encontra-se a questão do ritmo.

O título se refere ao termo de informática que designa a unidade de medida de informação. Essa palavra monossilábica, bem tônica, já oferece um primeiro elã rítmico após o qual o espetáculo toma forma, implacável sucessão de escansões e impulsos, de torções e tensões orquestradas com o rigor febril de uma dança ao mesmo alegre e desesperada. Um motivo recorrente, uma mesma estrutura surge de modo constante na peça, em sucessão obsessiva: é a farândola, forma de dança coletiva transmitida através dos tempos. Dentro dela se inserem todas as cores da condição humana, dos ritos de amor às danças macabras. Ao som de uma música techno exaltante, toda em «beats», o conjunto do espetáculo é pleno de crueldade no tocante à análise da sociedade contemporânea, na sombria constatação das dominações que se exercem tanto no plano íntimo como no social, levando a uma degradação da qual nós mesmos somos os agentes. BiT nos arrasta aos abismos de nossa humanidade e interroga nossas responsabilidades individuais em meio à tormenta do desfiar dos dias.

APRESENTAÇÕES :

Porto Alegre
Teatro Bourbon Country Porto Alegre
24 e 25/09/2016
Av. Túlio de Rose, 80 - Centro, Porto Alegre – RS - (51) 3375-3700
Festival Porto Alegre em Cena

Belo Horizonte
SESC Palladium
02/10/2016
R. Rio de Janeiro, 1046 - Centro, Belo Horizonte - MG, 30160-041 - (31) 3214-5350

São Paulo
Sesc Pinheiros
7 e 8/10/2016
https://www.sescsp.org.br/unidades/10_PINHEIROS/#/uaba=programacao#/fdata=id%3D10

FICHA TECNICA

Concepção: Maguy Marin
Intérpretes: Ulises Alvarez, Kaïs Chouibi, Daphné Koutsafti, Françoise Leick, Cathy Polo, Ennio Sammarco, Marcelo Sepulveda
Música: Charlie Aubry
Direção técnica e luz: Alexandre Béneteaud
Elementos do cenário e acessórios: Louise Gros e Laura Pignon
Execução dos figurinos: Nelly Geyres, com a assistência de Raphaël Lo Bello
Som: Antoine Garry e Loïc Goubet
Direção de palco: Albin Chavignon
Dispositivo cênico: Compagnie Maguy Marin.
Agradecimento a Louise Mariotte, por sua ajuda

Coprodutores: Théâtre Garonne de Toulouse. Théâtre de la Ville/Festival d’Automne à Paris. Monaco Dance Forum - Les Ballets de Monte-Carlo. Opéra de Lille. La Filature, Scène Nationale de Mulhouse. Ballet du Nord - Centre Chorégraphique National de Roubaix Nord-Pas de Calais. Charleroi Danses - Le Centre Chorégraphique de la Fédération Wallonie - Bruxelles. MC2: casa da cultura de Grenoble. Théâtre de Nîmes – subsídio à dança contemporânea. Compagnie Maguy Marin. Com o apoio da Bienal de Dança de Lyon et do Théâtre National Populaire. Apoio à criação: Adami. A Adami, sociedade de artistas-intépretes, administra e promove direitos autorais na França e no mundo, para uma remuneração mais justa de seu talento; também apoia projetos artísticos.
A Companhia Maguy Marin também recebe subsídios do Ministère de la Culture et de la Communication, da cidade de Lyon, da Région Rhône-Alpes, bem como do Institut Français para projetos no exterior. A Companhia Maguy Marin é associada ao teatro Garonne de Toulouse.

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Maguy Marin, BiT@HervéDeroo

BIOGRAFIA DE MAGUY MARIN

A corrida da vida.
Bailarina e coreógrafa nascida em Toulouse, Maguy Marin estudou dança clássica no Conservatório de Toulouse, depois entrou para o balé de Estrasburgo, antes de ingressar na Mudra (Bruxelas), escola multidisciplinar Maurice Béjart. Em 1978, criou com Daniel Ambash, o Ballet-Théâtre de l’Arche, que se tornaria em 1984 a Compagnie Maguy Marin. O Centre Chorégraphique National de Créteil et du Val-de-Marne surgiu em 1985, para o desenvolvimento de um trabalho artístico constante e intensa divulgação pelo mundo afora. Em 1987, o encontro com o músico e compositor Denis Mariotte deu início a uma longa colaboração. Em 1998, Maguy Marin deixa Créteil e vai para o Centre Chorégraphique National de Rillieux-La-Pape, onde permaneceu na direção até 2011: Um “nós, em tempo e lugar”, que reforça nossa capacidade de fazer surgir “essas forças diagonais resistentes ao esquecimento” (H. Arendt).
O ano de 2011 seria o de retomada de atividades em que se costumam dar a reflexão e o trabalho da companhia. Após a intensidade dos anos passados no CCN de Rillieux-la-Pape, surge a necessidade de uma nova etapa a partir de uma ancoragem na cidade de Toulouse, em 2012. Em janeiro de 2015, Maguy Marin retornou à aglomeração lionesa. Uma instalação em Ramdam, em Sainte-Foy-lès-Lyon dá início a mais um projeto ambicioso: Ramdam, un centre d’art.

publié le 06/10/2016

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