Latifa Laâbissi

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Latifa Laâbissi, Ecran somnambule @NadiaLauro

APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO « ECRAN SOMNAMBULE » (2012)

« Um rosto, impassível, mas contraído. Uma escultura imóvel, mas que parece mover-se, estender-se, contrair-se, esticar-se até o limite de si mesma. Ao decidir dançar em câmera lenta a Dança da Feiticeira, de Mary Wigman, Latifa Laäbissi nos coloca diante de uma miragem, desregulando o status desse objeto “histórico” e desfocando as pistas da interpretação. Peça importante do expressionismo alemão, a Dança da Feiticeira deixou atrás de si um rastro incompleto que continua a assombrar o inconsciente da dança como um sonho mau.»
Gilles Amalvi

APRESENTAÇÕES :

São Paulo
22/10/2016
>Casa do Povo
Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro – Cep 01123-000 São Paulo
http://casadopovo.org.br/

Rio de Janeiro
28/10/2016
>Centro Municipal de Arte Helio Oiticica
R. Luís de Camões - Centro, Rio de Janeiro - RJ, CEP 20051-020
https://cmaho.wordpress.com/

Fortaleza
24/10/2016
>Sesc, teatro

FICHA TECNICA
Data de criação: 2012
Duração: 32 minutos
A partir do filme Mary Wigman Tanzt (1930), trecho A Dança da Feiticeira (Hexentanz,1926)

Concepção e interpretação: Latifa Laâbissi
Concepção da figura: Nadia Lauro
Luz: Yannick Fouassier
Criação do som: Olivier Renouf, baseada na interpretação instrumental de H-B Lesguillier (a partir da música de H. Hasting e W. Goetze)
Direção técnica: Ludovic Rivière

Produção: Figure Project
Coprodução: CCN de Franche-Comté à Belfort, La Passerelle - Scène Nationale de Saint-Brieuc
Cessão de estúdio: Musée de la Danse – CCNRB em Rennes, La Ménagerie de Verre, no âmbito do Studiolab

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BIOGRAFIA DE LATIFA LAABISSI

Misturando os gêneros, repensando e redefinindo os formatos, o trabalho de Latifa Laâbissi faz entrar em cena um “fora de quadro” múltiplo; uma paisagem antropológica em que se multiplicam histórias, figuras e vozes. A utilização da voz e do rosto como veículo de estados e de acentos minoritários torna-se indissociável do ato dançado em Self Portrait Camouflage (2006), Histoire par Celui qui la Raconte (2008) e Loredreamsong (2010). Após Phasmes (2001), peça assombrada pelos fantasmas de Dore Hoyer, Valeska Gert e Mary Wigman, Latifa retorna à dança alemã dos anos 20 com o díptico Écran Somnambule e La Part du Rite (2012). E, dando prosseguimento à sua reflexão acerca do registro, concebeu Autoarchive (2013), forma performativa envolvendo questões e filiações de seu próprio trabalho. Em Adieu et Merci (2013), ela continua a escavar no inconsciente da dança. Sua mais recente criação, Pourvu qu’on ait l’ivresse (2016), também assinada pela cenógrafa Nadia Lauro, produz visões, paisagens, imagens em que se comprimem o excesso, o monstruoso, o belo, o aleatório, o cômico e o pavor.

+ Infos :
- http://figureproject.com/

publié le 29/09/2016

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