François Chaignaud e Cecilia Bengolea

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François Chagnaud et Cecilia Beng, Dub Love@HervéVéronèse, CentrePompidou

APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO « DUB LOVE » (2013)

O encontro de Cecilia Bengolea e François Chaignaud com o DJ Dub High Elements levou os dois bailarinos a confrontar sua prática com o universo do Dub. Nascido na Jamaica no fim dos anos 1960, o Dub seria fruto de um erro. Certa noite, King Tubby teria tocado um disco no qual só tinham sido gravadas as pistas instrumentais, sem as vocais. Esse som novo, que deixou um lugar inédito à dupla baixo-bateria, teria causado no público surpresa e empolgação. A partir daí, o Dub se desenvolveu continuamente na Jamaica e na Grã-Bretanha, tornando-se uma atração em grandes reuniões festivas. A intensidade das vibrações emitidas pelos “Sound System”, o impacto físico que causavam nos corpos e sua força aglutinadora fizeram desses encontros verdadeiros eventos espirituais, políticos e religiosos.

Interessados na composição em dois tempos do Dub, François Chaignaud e Cecilia Bengolea conceberam a coreografia de Dub Love seguindo o mesmo método: primeiro realizadas em estúdio, as partes são em seguida desconstruídas e reconstruídas, por ocasião dos concertos, com o emprego de uma mesa de mixagem que permita mudar livremente o equilíbrio entre cada pista e aplicar diversos efeitos sonoros. Esse processo que permite oscilar entre arquitetura rigorosa e liberdade improvisada, entre compromisso e abstração, permite a Dub Love uma liberdade infinita de remixagem das danças no palco. Confraternizando por meio da dança com aqueles que trabalham com o corpo, François Chaignaud e Cecilia Bengolea afirmam desde Pâquerette (2008) a dimensão antropológica e política da dança. Assim como o Reggae e os Sound Systems sustentaram e conduziram a luta pela independência da colônia e a luta contra a opressão e discriminação dos negros na Jamaica, François e Cecilia fazem uma reflexão sobre como tornar sua arte útil para todos. Tratando a dança como engajamento, eles utilizam em Dub Love as sapatilhas como arma de resistência e instrumento para confrontar o prazer da dança com o desafio da dor.

APRESENTAÇÕES :

Rio de Janeiro
Festival Panorama *
07 e 08/10

*lugar a confirmar

São Paulo
04 e 05/11
Sesc Pompeia

FICHA TÉCNICA

Composição e interpretação: Cecilia Bengolea, François Chaignaud e Hanna Hedman ou Alex Mugler (em substituição a Ana Pi)
Colaboração coreográfica hip-hop: Ange Koué
MC em cena: MatDTSound (com músicas de High Elements)
Administração/produção: Anne Reungoat – Jeanne Lefèvre
Divulgação: Sarah de Ganck / Art Happens

Produção delegada: Vlovajob Pru
Vlovajob Pru conta com o apoio de DRAC Auvergne-Rhône-Alpes e do Conseil Régional d’Auvergne-Rhône-Alpes, bem como do Institut Français e Institut Français/Ville de Lyon para seus projetos no exterior.
Coprodução: La Ménagerie de Verre, Maison de la Culture d’Amiens, SZENE Salzburg, Direct Marketing. Este projeto recebeu apoio da rede APAP-Performing Europe, financiada pela Commission Européenne- programme Culture.
Agradecimentos a ImPulsTanz e a Karl Regensburger.

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François Chagnaud etCecilia Beng, Dub Love @HervéVéronèse, CentrePompidou

BIOGRAFIA DE FRANÇOIS CHAIGNAUD E CECILIA BENGOLEA

Desde 2005, um diálogo mantido entre François Chaignaud e Cecilia Bengolea dá vida a obras heteróclitas apresentadas pelo mundo todo. Em 2009, eles receberam o prêmio da crítica para revelação coreográfica. Juntos, criaram Pâquerette (2005-2008), Sylphides (2009), Castor et Pollux (2010). Essas três primeiras peças colocam o corpo em dispositivos de transformação extrema e ligam a escrita coreográfica a um coeficiente elevado de realidade, exacerbando tanto a força quanto a vulnerabilidade dos corpos e sua capacidade infinita de mutação. Em 2010, assinam Danses Libres de l’entre deux guerres, a partir de coreografias esquecidas de François Malkovsky. Essa descoberta aguça o desejo da dupla para uma escrita coreográfica rigorosa, alegre e portadora de ideais. Esse trabalho prossegue em (M)IMOSA (coescrito e interpretado com Trajal Harrell e Marlene Monteiro Freitas). Em 2012, Altered Natives Say Yes To Another Excess–TWERK reúne diferentes influências urbanas modernas e clássicas. É ao som do Dub de High Elements que criaram, com Ana Pi, Dub Love (2013), provação espiritual e coreográfica totalmente executada em ponta. Uma palestra dançada (Le Tour du Monde des Danses Urbaines en 10 villes) permitiu compartilhar com jovens e adolescentes o fascínio pela riqueza, a gramática e a criatividade das danças urbanas. Em 2014 receberam o prêmio Jovens Artistas na Bienal de Gwangju, pela obra realizada, e assinaram em seguida três coreografias originais para o Ballet de L’Opéra de Lyon (How Slow The Wind), Ballet de Lorraine (Devoted) e Wuppertal Tanztheater (The Lighters’ Dancehall Polyphony). Em 2016, François Chaignaud e Cecilia Bengolea se dedicam juntos a uma nova criação, dando continuidade a suas pesquisas acerca do canto polifônico e do dancehall jamaicano.

+ INFOS:

- http://vlovajobpru.com

publié le 06/10/2016

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