Emmanuelle Huynh

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Emmanuelle Huynh, Cribles @MarcDommage

APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO « CRIBLES » (2009)

Vemos a música ou ouvimos a dança?

«Crianças
Deste mundo ou do outro
Cantavam cirandas
Com letras absurdas e líricas
Que certamente são restos
Dos mais antigos monumentos
poéticos
Da humanidade». Apollinaire

(« Des enfants
De ce monde ou bien de l’autre
Chantaient de ces rondes
Aux paroles absurdes et lyriques
Qui sans doute sont les restes
Des plus anciens monuments
poétiques
De l’humanité́. » Apollinaire)

«No começo deste trabalho, eu me propus um desafio poético: observar uma ciranda, forma simples de ritual, como ela ativa a memória de danças e também possibilita inventar nossos próprios registros. Através dessa forma infantil, arcaica, ressurgem festas, celebrações, danças nupciais, guerreiras, procissões, marchas, uníssonos. Aí produzimos as histórias de hoje. Nessa comunidade, a singularidade surge sem cessar, o «um» aparece em sua relação dialógica e dinâmica com os outros, ora iniciadora, ora iniciada. Se essa comunidade é indissociável das singularidades que a compõem, é sempre mais que a soma delas. O elo, a ligação tornam visível o que acontece no grupo todo: a relação de poder, o obstáculo, a solidariedade.
Sob nossos pés, entre nossos braços, nossa história escreve-se no presente, entre o júbilo e o medo.
Amo descobrir a força de Persephassa de Xenakis e quis considerá-la protagonista deste trabalho. Sinto que sua construção em volumes, blocos e pulsações em revezamento encontram nessa dança uma concretização visual e coreográfica. A arquitetura sonora e espacial com suas disseminações e as transformações da ciranda respondem-se mutuamente, sustentam-se de modo recíproco e interpenetram-se. Vemos a música ou ouvimos a dança?»
Emmanuelle Huynh

APRESENTAÇÕES:

Rio de Janeiro
>Centro de Artes da Maré
17 a 29/10/2016
Ateliê e Transmissão de Cribles
Complexo da Maré, Rua Bitencourt Sampaio, 181 - Maré, Rio de Janeiro- (21) 3105-7265
http://redesdamare.org.br/cam/lia-rodrigues/

São Paulo
>Sesc Santana
11 et 12/11
www.sescsp.org.br

FICHA TÉCNICA
Peça para 10 ou 11 bailarinos
Coreografia: Emmanuelle Huynh
Música: Iannis Xenakis
Duração: 45 min

Produção: Companhia MUA
Coprodução: Centre National de Danse Contemporaine Angers e festival Montpellier Danse 2009.
Cribles/Wild foi criada graças ao apoio do Domaine Départemental de Chamarande.
Criação de Cribles: 22 e 23 de junho de 2009, no Théâtre Grammont / festival Montpellier Danse 09. Cribles / Wild é uma recriação para espaços abertos.

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Emmanuelle Huynh, Cribles @MarcDommage

BIOGRAFIA DE EMMANUELLE HUYNH

Emmanuelle Huynh, bailarina, coreógrafa e professora de dança estudou dança e filosofia. Seu trabalho explora a relação com a literatura, a música, a luz e a arquitetura. Emmanuelle criou, entre outras peças, «Mùa» (1994), «A Vida Enorme» (2002), «Cribles» (2009).
De 2004 a 2012, dirigiu o Centre National de Danse Contemporaine Angers (CNDC), reestruturando a escola e criando um novo curso, «Essais», que oferecia um Master. Em 2013 reativou a companhia MUA, com a qual continuou seu trabalho de criação, suas diversas atividades pedagógicas e projetos de cooperação internacionais e interdisciplinares.
Em outubro de 2014, criou «TÔZAI !...», peça para seis bailarinos (entre os quais ela mesma), no Théâtre Garonne, em Toulouse.
Já em fevereiro de 2016, com Jocelyn Cottencin, criou no Passerelle Centre d’Art Contemporain de Brest o projeto «A taxi driver, an architect and the High Line», um retrato da cidade de Nova York composto de filmes e de uma performance.
Atualmente prepara uma peça a partir de «Formation», obra autobiográfica de Pierre Guyotat. Desde 2014, é mestra assistente associada à École Nationale Supérieure d’Architecture de Nantes.

+ INFOS: http://www.ciemua.fr

publié le 29/09/2016

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