Cooperação Científica e Universitária

GIF - 9.8 KB

A cooperação científica e universitária França-Brasil já é antiga, alicerçada em vínculos históricos e acontecimentos que marcaram a memória coletiva: missão artística e científica de 1816, criação da Academia de Belas Artes em 1826, criação da primeira escola de engenharia em Ouro Preto, em 1875, além de missões universitárias. Formalizada através de um acordo em 1967, a cooperação científica e universitária entre os dois países é marcada pelo espírito da parceria, agregando, através de convênios, grande número de instituições administrativas, instituições de ensino superior e centros de pesquisa.

A parceria estratégica lançada por ocasião do encontro entre os presidentes Lula e Sarkozy em São Jorge do Oiapoque, no dia 12 de fevereiro de 2008, e desdobrada num plano de ação apresentado na Cúpula do Rio, em 23 de dezembro de 2008, é um marco para a relação bilateral entre o Brasil e a França. Por além das alianças políticas, a parceria visa também o aumento das trocas, o fortalecimento das cooperações, bem como o desenvolvimento das transferência de tecnologia em diversas áreas: econômica, acadêmica e científica, militar, espacial, ambiental, educacional.

Em 2009, o Ano da França no Brasil contribuiu para estreitar os laços já fortes que unem os dois países, abrindo o caminho a novas colaborações e ao desenvolvimento de novas cooperações na base da reciprocidade e benefícios mútuos.

Nos últimos anos, a França iniciou a reformulação de suas áreas de atuação, passando a priorizar o setor da cooperação científica e acadêmica, que ganhou importantes recursos.

1/ uma parceria concretizada em programas representativos e iniciativas conjuntas

- implementar programas de mobilidade universitária (CAPES/COFECUB, BRAFAGRI, BRAFITEC), permitindo que os melhores universitários brasileiros e franceses estudem no país parceiro;

- desenvolver os intercâmbios universitários através de convites de professores e cátedras francesas de excelência em universidades brasileiras, em paralelo aos programas de mobilidade estudantil mencionados acima;

- fortalecer as parcerias científicas com a publicação de editais temáticos para programas de pesquisa em redes e a criação de unidades de pesquisa ou laboratórios mistos relacionados com centros de pesquisa;

- incentivar projetos de inovação tecnológica que agreguem laboratórios públicos e empresas dos dois países;

- valorizar e desenvolver a produção científica em ciências humanas e sociais através do apoio de estudos brasilianistas (rede de estudos franco-brasileiros - Refeb), divulgação de pesquisas conjuntas através de novo programa de apoio a publicações científicas sobre as evoluções econômicas e sociais do Brasil contemporâneo (Saint Hilaire);

- apoiar a divulgação da cultura e do pensamento científicos franceses e contribuir para debates de ideias através de seminários de prospectiva organizados conjuntamentoe, conferências, cafés científicos e exposições;

- garantir uma missão de vigilância científica, tecnológica e acadêmica através de resenhas, artigos e revistas eletrônicas;

- contribuir para o levantamento, informação e animação da rede de ex-alunos e estagiários brasileiros (CenDoTec).

2/ ações que traduzem a parceria estratégica

- setor de tecnologias espaciais para trocas de informações e dados (GPM, medição de precipitações, monitoramento do desmatamento, satélites geoestacionários, plataformas multimissão);

- troca de experiências e boas práticas para a proteção, manejo e valorização da floresta (programa do bioma amazônico) e implementação das disposições do acordo sobre criação do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA) para a realização de um programa de projetos de pesquisa conjuntos (acordo ANR/CNPq - janeiro de 2011);

- formação profissional através da criação de redes de escolas técnicas francesas e IFETs;

- desenvolvimento de programas de inovação tecnológica agregando empresas e laboratórios de pesquisa (um novo acordo de cooperação foi submetido à parte brasileira).

3/ cooperações trilaterais

- vários projetos com países da África foram desenvolvidos, em colaboração com entidades de pesquisa: CIRAD (temáticas de agricultura familiar e aquicultura) e IRD (entre outros, um projeto de monitoramento florestal na floresta do Congo, através da instalação de uma estação de recepção satelital no Gabão).

4/ parcerias em nível estadual

- projetos de cooperação com os Estados e as Fundações de Amparo à Pequisa, agregando universidades federais, autoridades estaduais do Amapá com parceiros franceses (autoridades locais, universidades e entidades de pesquisa, empresas). Os Estados do Amapá, Amazonas e Pará são parceiros de um programa de cooperação acadêmica e científica transfronteiriça nas temáticas do CFBBA. Esse programa, apoiado pela Embaixada, IRD e região da Guiana Francesa, visa ao fortalecimento das capacidades científicas na área transfronteiriça, em temáticas ligadas à biosiversidade amazônica.

publié le 23/03/2012

haut de la page