Champagne

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Foto: Le Figaro

O Instituto Nacional da propriedade industrial (INPI) do Brasil reconhece « Champagne » como denominação de origem

Por ocasião da visita oficial à França, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, entregou ao presidente François Hollande, o Certificado de Registro da Denominação de Origem para os vinhos espumantes produzidos na região de Champagne. O certificado foi assinado em 11 de dezembro de 2012 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Damata Pimentel.

Este documento, emitido pelo INPI do Brasil pelo seu Presidente, Jorge de Paula Costa Ávila, e o diretor responsável pelas indicações geográficas (IG), Breno Bello de Almeida Neves, reconhece que só é champanhe o vinho espumante da região do mesmo nome na França.

Esta etapa decisiva no reconhecimento da denominação Champagne no Brasil é resultado de um intenso trabalho realizado pelo Comité Interprofessionnel du Vin de Champanhe (CIVC) e da produtiva cooperação técnica entre os INPIs da França e do Brasil nos últimos cinco anos. Após as negociações, o CIVC formalizou em 2011 o pedido de reconhecimento da IG.

« Estamos muito satisfeitos com este resultado positivo, que é parte da estratégia do Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne, para assegurar a proteção da denominação de origem (DO) Champagne no mundo inteiro » disse Jean-Luc Barbier, diretor-geral do CIVC.

Em seu discurso, o Presidente François Hollande disse que o reconhecimento pelo Brasil da denominação « foi uma honra para os franceses. »

« Além do reconhecimento e da proteção legal da DO Champagne, produto simbólico para a França devido à sua notoriedade mundial, e sobretudo, um avanço do Brasil em relação à proteção das indicações geográficas, que devemos saudar. E uma imensa satisfação para mim que o INPI, através a colaboração que temos há muitos anos com nosso homólogo brasileiro, tenha contribuído para este reconhecimento. Este anúncio deve incentivar mais produtores franceses a se aproximar da nossa conselheira PI no Brasil e do INPI brasileiro para a obter a proteção jurídica das suas denominações. Os dois escritórios são altamente engajados no desenvolvimento da cooperação entre os dois países para incentivar o crescimento, no respeito mútuo dos interesses de ambos » diz Yves Lapierre, diretor-geral do INPI da França.

O Brasil vem investido significativamente ao longo dos últimos anos no desenvolvimento de suas próprias indicações geográficas, inclusive para os vinhos espumantes.

« A diversidade cultural brasileira guarda um potencial imenso de indicações geográficas e denominações de origem. Temos trabalhado intensamente para disseminar entre os produtores nacionais o uso deste registro como ativo econômico nacional » afirmou o presidente do INPI, Jorge Avila

Hoje, o Brasil já possui quase 30 indicações geográficas agrícolas ou não, reconhecidas pelo INPI do Brasil e a perspectiva de um crescimento para contínuo nos próximos anos.

publié le 14/12/2012

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