Aprender francês para cursar estudos superiores na França

No Brasil, o estudo do francês reconquistou espaço.

Atualmente, é o terceiro idioma mais procurado nas escolas de línguas e o número de brasileiros que o estudam é estimado em mais de 200 000 pessoas. Muitos desses alunos pretendem ingressar nas universidades francesas.

Em 2015, o francês foi o idioma mais estudado no mundo após o inglês. Um dos principais motivos que incentiva esses adolescentes e jovens a aprender nossa língua é a possibilidade de realizar estudos superiores na França, seja através de programas de bolsas estruturados, seja de forma individual utilizando seus próprios recursos.

Isto se torna possível porque a quase totalidade das universidades francesas são públicas e, por conseguinte, praticamente gratuitas para os estudantes. Estes devem custear apenas o valor da inscrição que, para o ano letivo 2015-2016, custará entre 184 e 391 euros, segundo o nível de estudos. Os estudantes inscritos numa escola de engenharia deverão arcar com uma taxa de 610 euros para o ano todo. A política educativa francesa não estabelece diferença de tratamento entre nativos e estrangeiros: para todos eles, o governo arca com 90% do custo dos estudos, que é avaliado em aproximadamente 10 000 euros por estudante e por ano.

Segundo a agência governamental Campus France, responsável pela promoção do ensino superior francês, a França é o terceiro país mais procurado por estudantes que desejam estudar no exterior. Em 2015, três mil e setecentos brasileiros obtiveram um visto de estudante, sendo que para estudos de até três meses de duração, esse documento não é necessário. A excelência do ensino superior francês é amplamente reconhecida no mundo segundo mostram as principais classificações internacionais, como as de Shangai, do Financial Times ou o European Report on Science & Technologies da Comissão europeia. A França é o sexto país que mais investe massivamente em pesquisa e desenvolvimento, e gasta 20% de seu orçamento na educação.

Porém, as universidades francesas continuam sendo financeiramente acessíveis aos estudantes estrangeiros. Além das opções de cursos que incluem um estágio remunerado, os estrangeiros que obtêm um visto de estudante na França estão autorizados a trabalhar meio período. No limite das vagas disponíveis, eles têm acesso aos alojamentos universitários e podem beneficiar-se das facilidades que o sistema educativo francês oferece aos estudantes: cobertura social e seguros-saúde estudantis (mutuelles étudiantes), tarifas reduzidas para atividades esportivas e culturais, planos especiais para transportes e auxílio-moradia. Levando em conta essas diversas reduções, estima-se que o orçamento mensal de um estudante na França é, em média, de 600 euros no interior e de 1 000 euros em Paris.

A imensa maioria das formações são ministradas em francês e um conhecimento insuficiente da língua é a primeira causa de fracasso dos estudantes estrangeiros, em particular nas faculdades de ciências humanas e sociais. O nível linguístico requerido para cursar estudos superiores na França varia segundo as universidades, que são autônomas, e segundo a carreira solicitada pelo estudante: normalmente, um nível “intermediário-avançado”, correspondente ao B1-B2 do quadro comum europeu de referência para as línguas, é considerado suficiente.

No Brasil, o estudo do francês reconquistou espaço sendo, atualmente, o terceiro idioma mais procurado nas escolas de línguas. O número de brasileiros que o estudam como língua estrangeira, ou que recebem aulas ministradas em francês em colégios franceses ou bilíngues, é estimado em mais de 200 000 pessoas. Além da mobilidade estudantil, esse crescimento é devido à vinda de empresas de origem francesa (cujo número aumentou significativamente nos últimos anos) e às crescentes oportunidades de valorizar o conhecimento dessa língua para trabalhar no mercado local. Existem várias possibilidades de aprender francês no Brasil, entre as quais se destacam os centros universitários de línguas e a Aliança francesa, que é o operador oficial do ministério francês de relações exteriores. Com sessenta e sete unidades, a Aliança francesa está presente em quase todos os Estados brasileiros. Os conhecimentos linguísticos dos estudantes podem ser avaliados por testes, que geralmente têm uma validade de dois anos, ou por diplomas. O ministério francês da educação outorga aos estudantes estrangeiros os diplomas DELF (Diploma de estudos da língua francesa) e DALF (Diploma aperfeiçoado de língua francesa) que são reconhecidos internacionalmente e integram de forma definitiva o currículo dos laureados.

Comentários:

Uma das fontes que foram exploradas para redigir essa nota é o artigo: http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?rh=Depois-do-ingles,-espanhol-e-frances-entram-na-lista-dos-idiomas-mais-procurados-por-brasileiros&idc_cad=873sqoh7l

Outras informações úteis se encontram nos seguintes sites:

- Campus France Brasil – Agência oficial de promoção do ensino superior francês no Brasil com sede em São Paulo: http://www.bresil.campusfrance.org/

- Delegação geral da Aliança francesa no Brasil: https://www.aliancafrancesabrasil.com.br/

publié le 12/01/2016

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