24º Café Científico de Brasília

Segunda-feira, dia 29 junho às 19h00, aconteceu na varanda do restaurante Daniel Briand, o 24° Café Científico de Brasília. Este evento faz parte do ciclo de eventos científicos "Caravana do clima no Brasil, rumo à COP21 em Paris", realizado no âmbito da preparação da 21° reunião da Conferência das Partes na Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acontecerá em Paris em dezembro de 2015.

O tema deste café foi "Ciência e inovação no Brasil frente à emergência climática - Energias renováveis, bioenergias e inovação para responder aos desafios da COP 21". Cerca de cem pessoas participaram deste evento, para ouvir as intervenções dos três especialistas no assunto:

- André Furtado - Professor brasileiro do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da UNICAMP.

- Laurent Durieux - Especialista francês em clima e desenvolvimento sustentável da Embaixada da França, colocado à disposição do CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).

- Marcelo Poppe - Consultor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos em energias renováveis, biocombustíveis e mudanças climáticas.

Das três apresentações, verificou-se que as negociações internacionais sobre o clima já existem há várias décadas com sucessos, mas também com fracassos. No entanto, em todos os casos, existe uma urgência real para resolver o problema do clima, de modo a limitar o aumento global das temperaturas. Os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e as inundações, são alertas que devem ser levadas a sério. Em termos de tecnologia, as soluções existem, mas nem sempre são competitivas. É, portanto, necessário criar demanda do mercado, para dar espaço para essas novas tecnologias, a fim de torná-las economicamente viáveis. É a politica que tem que se posicionar.

As perguntas que se seguiram foram variadas, em razão do perfil daqueles que as formularam (especialistas / não especialistas, adultos / crianças etc.) ou do seu conteúdo. Foi questão de soluções tecnológicas na área da agricultura, como mecanismos de compensação de carbono, eficiência energética, etanol e biomassa, a educação ambiental ou a coerência das políticas públicas.

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publié le 13/07/2015

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