16.886: Registros de patentes colocam a França em segundo lugar no ranking europeu

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16.886: Registros de patentes colocam a França em segundo lugar no ranking europeu.

Ranking internacional de 2011

A França se classifica em segundo lugar no ranking europeu e em sexto no ranking mundial de concessão de patentes: 7.664 patentes internacionais em 2011. (Inpi 2011)

Um aumento nos pedidos de concessão de patentes na França em 2013:

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) registrou, com 16.886 pedidos, um aumento de 1,5 % com relação a 2012, dos quais, cerca de 82% feitos por via eletrônica. Essa classificação inclui as concessões de patentes registradas, ou seja, pedidos feitos entre 1º de julho de 2011 e 30 de junho de 2012, respeitando o prazo legal de publicação de 18 meses.

Muitos fatores explicam essa boa colocação:

- O dinamismo das empresas francesas, que fazem com que a propriedade industrial esteja cada vez mais presente em sua estratégia de desenvolvimento « Apesar do período de crise, as empresas de grande porte que realizam regularmente registros de patente não se desvinculam da propriedade industrial. A inovação continua sendo uma alavanca de crescimento essencial dentro da estratégia de desenvolvimento e de conquista de novos mercados » estima Yves Lapierre, diretor geral do Inpi ;

-  O apoio de uma estratégia política favorável à inovação: O governo iniciou em 2012 uma política de inovação no âmbito do pacto visando a competitividade, o crescimento e o emprego « Um novo horizonte para a inovação », lançado em 2013, fixa uma ambição global, a de fazer da França uma terra de inovação, através de quatro eixos estratégicos:

  • Inovação para todos: mobilizar todas as formas de inovação, todos os talentos da sociedade francesa, agindo sobre os obstáculos culturais e pela igualdade de oportunidades, encorajando a tomada de iniciativa, a criatividade, a criação de projetos, o gosto pela indústria e pelo empreendedorismo, em todas as etapas da formação e na sociedade;
  • Inovação aberta: apoiar à dinâmica dos ecossistemas, a troca de conhecimentos e de tecnologias entre pesquisadores e empresas, a aproximação das grandes empresas com as PME presentes no território francês;
  • Inovação para o crescimento: dinamizar as empresas com espírito inovador e fornecer-lhes um ambiente favorável ao seu crescimento para que se tornem os campeões de amanhã.
  • Inovação pública: desenvolver uma política pública de inovação coordenada, coerente, eficaz, e abrir as políticas públicas a uma inovação a serviço dos cidadãos.

-  O anseio a uma Europa em harmonia:

Em 2014, a França foi um dos primeiros países a ratificar o acordo sobre a jurisdição unificada que acompanha a implementação da patente unitária europeia. A política em favor da inovação ultrapassa o âmbito nacional, estendendo-se sobre o território europeu.

A patente unitária europeia é um elemento concreto da reorientação da União europeia para o crescimento e o emprego. É um componente do Pacto europeu para o crescimento e o emprego que foi promovido pelo presidente da República e acordado pelo Conselho europeu de junho de 2012.

-  Estruturas públicas eficazes:

  • França Patentes (France Brevets), fundo público para investimentos e valorização de patentes criado em 2011 (contendo 100 milhões de euros, dos quais metade é proveniente da Caisse de Dépôts e a outra metade do governo francês, no âmbito do Programa de Investimentos de Futuro), atua nesse contexto marcado pela implementação de fundos soberanos de patentes em vários países da Ásia (Intelectual Discovery na Coreia, Industrial Technology Research Institute em Taiwan e Innovation Network Corporation of Japan no Japão)
  • O INPI, além de emitir patentes, marcas, desenhos e modelos, recebe, acompanha e informa os atores da inovação, participando ativamente na elaboração e na implementação de políticas públicas na área da propriedade intelectual e da luta contra a falsificação.

-  Medidas concretas de apoio à inovação, por exemplo:

  • Medidas fiscais: Evolução do dispositivo de jovens empresas inovadoras, para que as despesas em inovação sejam incluídas na folha de dedução de impostos; lançamento do crédito imposto;
  • A reforma dos polos de competitividade: posicionamento sobre a inovação e a criação de empregos, apoio às dinâmicas autônomas dos territórios, adoção de uma visão estratégica por filial industrial, articulação com o conjunto de agentes da inovação;
  • O investimento: reafectação dos fundos do primeiro programa de investimentos de futuro para mais de dois bilhões de euros, direcionados especialmente ao apoio à inovação (tecnologia digital, saúde, capital-investimento); promulgação de um segundo plano de investimentos do futuro de 12 milhares de euros, no qual uma das prioridades é o apoio à inovação sob todas as suas formas.

O setor automobilístico continua a apresentar o maior índice de registros de patentes
A empresa que se destaca nessa área é a Renauld, que passou de 341 a 543 registros (+ 59,2 %), subindo do 8° ao 4° lugar no ranking. A Schneider Electric também faz prova de grande progresso: de 105 patentes registradas em 2012, a 160 em 2013 (+ 52,4 %), passando do 20° ao 16° lugar na classificação. A lista de ranking de 2013 marca a entrada da Alstom no top 20, ocupando o 19° lugar (com 105 registros).

Os primeiros que mais solicitam registros continuam sendo as empresas do setor automobilístico, seguidas dos principais setores industriais: o cosmético, o aeronáutico, o das telecomunicações, o da eletrônica, o da química e o da energia.
Os organismos de pesquisa estão sempre presentes dentre os 20 primeiros classificados: O Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas (Commissariat à l’Énergie Atomique et aux Énergies Alternatives) no 3° lugar (625 registros), o CNRS no 7° lugar (408 registros) e o IFP Energias Novas (IFP Énergies Nouvelles) no13° ranking (188 registros).

Os três primeiros lugares pertencem às mesmas empresas do ano passado, apenas uma troca de posições é observada no trio. PSA Peugeot Citroën permanece na liderança com 1.378 registros de patentes em 2013 (1348 em 2012). O grupo Safran e o Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas trocaram posições. O grupo Safran ocupa o segundo lugar no ranking, passando de 556 registros em 2012, a 645 registros, seguido do Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas com 625 registros (566 registros em 2012).

http://www.inpi.fr/fr/l-inpi/actualites/actualites/article/palmares-2013-des-principaux-deposants-de-brevets-en-france5639.html?cHash=0e84e6e1596e264e6e2bb0c71e3c0d14

publié le 22/05/2014

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